ColunaEllington (3)

Olhando pela perspectiva da continuidade

Li recentemente a seguinte frase:

“Não plantamos apenas para colher, senão para também fertilizar o solo da existência humana”.

Mas que frase importante para dedicarmos algumas linhas analisando-a.

Em meio a uma crise moral sem precedentes neste país, temos a oportunidade de pensarmos a respeito do modelo de sociedade que se apresenta.

O que temos feito em nosso dia a dia para tornar a célula social a qual pertencemos um pouco melhor? Em nosso condomínio; nossa rua; bairro; cidade?

O caridade é a antítese do egoísmo. Fazer ao próximo o que gostaríamos que fizessem por nós, esta seria a postura desejável para uma coexistência harmoniosa.

Como seria bom se todos vivessemos como irmãos, sugere o salmo 133.

Mas, somos em essência ainda egoístas. Estamos dispostos a oferecer apenas o que nos sobra. Só ajudamos se estamos em situação confortável.

A frase em questão aponta o caminho para a manutenção do equilíbrio e, assim, a garantia da continuidade das espécies, especialmente da humanidade. Plantar não apenas para a nossa própria colheita, mas, preparando a terra para novas semeaduras para que as gerações futuras possam se beneficiar.

Encerramos citando outra frase que se tornou popular recentemente:

“Que tipo de filho você está deixando para o mundo?”. Frase esta que se originou da não menos conhecida: “que tipo de mundo estamos deixando para os nossos filhos?”

Qual a relação dessas frases com nossas atuações enquanto seres sociais?

Simples, todas estas frases nos fazem pensar sobre o que estamos deixando de legado para as gerações vindouras.

Estamos vivendo nosso cotidiano com a perspectiva da continuidade? Senão para nós, mas, ao menos para os que irão nos suceder no planeta? Ou estamos sendo relapsos com os recursos que ainda nos são abundantes (em boa parte de nosso país não sentimos as limitações já existentes em muitas partes do planeta)?

Á água potável é finita. As matas estão sendo mal tratadas. Os animais extintos. Os alimentos modificados. As pessoas não se respeitam como deveriam.

Sem a pretensão de concluir o assunto, deixamos estas poucas linhas com a intenção de provocar a reflexão sobre o nosso modelo de vida, que reflete no modelo do núcleo social no qual estamos inseridos; e que por sua vez forma uma egrégora, que se expande até encontrar o modleo de outros núcleos sociais, que se somam e se equilibram formando uma nova egrégora e, portanto, indicando que o padrão vibratório resultante no planeta, e que é objeto de nossas críticas diárias, nada mais é do que a leitura do padrão vibratório de cada um de nós, e não é estático. Este movimento é muito dinâmico, possibilitando que uma pequena mudança em nossos pensamentos; palavras e atitudes no agora, haverão de mudar o conjunto imediatamente, contagiando outras pessoas.

Vamos pensar juntos sobre esse assunto que diz respeito a todos nós? E que define o entorno, o nosso ecossistema que pode ser mais ou menos favorável ao nosso bem estar, a nossa qualidade de vida?

 

Ellington Colombi Martins

Palestrante a 11 anos, apaixonado pelo desenvolvimento humano através da espiritualidade, coordenador de grupo e estudos holísticos e espiritualistas, Engenheiro Civil, especializado em Gestão Estratégica de Negócios e convicto de que podemos transformar o mundo ao redor através da nossa própria evolução.