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Crescer e fazer crescer

Ouvimos desde crianças que a única coisa que se leva deste mundo são as conquistas imateriais.

As boas relações que cultivamos; as memórias de viagens que realizamos e, sobretudo, o aprendizado conquistado, seja pelas experiências da vida ou por cursos realizados.

Esta é uma visão romântica da vida, ainda que a realidade aponte noutra direção, qual seja: o interesse primário pela posse, dada a necessidade da sobrevivência, e via de regra o prazer que estas posses proporcionam ao estimularem os cinco sentidos.

Não há consenso em relação ao que é desejável, visto que as pessoas possuem percepções diferenciadas; evoluções distintas, e o foco é muito variável.

Vivemos em um mundo onde só existe uma certeza. Creio que quando lanço esta ideia, logo vem à mente de quem lê a frase feita: “a única certeza da vida é a morte”.

A certeza da vida é a mudança. A morte não existe, é apenas um processo de mudança do estado da vida, pois, o ser essencial, que é o espírito, permanece; de alguma forma ele permanece na sua escalada evolutiva, pois, é difícil crer que tudo o que somos deixa de existir.

Assim sendo, a única certeza da vida é a mudança.

E se mudar é uma condição da vida, a única certeza, cabe a cada qual a escolha: de que forma mudar? Qual o caminho a seguir?

Quando se pretende mudar algo, torna-se necessário conhecer bem o objeto da mudança para a proposição de melhorias, pois, ninguém pensa em mudança para pior.

Conhecer as potencialidades; gostos; fraquezas, interesses…

É preciso raciocinar adequadamente; discernir; formar opinião; aplicar conhecimentos na direção almejada; experimentar; sentir; avaliar; reorganizar; reformular, num processo constante de aferição do que serve e descarte do que não agrega valor.

Neste laboratório que se torna a vida pessoal e social, passa o ser humano por diversos processos de mudanças.

Estar mais ou menos atento ao que ocorre consigo e com o meio em que está inserido, faz a diferença neste processo.

Crescer e fazer crescer. A consciência de que o que é bom para mim eu devo oportunizar a quantos puder alcançar, multiplicando o bem, que retorna de algum modo para mim.

Este é o ciclo desejável, formando a corrente na direção da evolução coletiva, a partir da evolução individual.

Este é o sentido da inteligência das inteligências, a qual denomina-se de inteligência espiritual, e que vem agregar e dar sentido as demais inteligências afetas a condição humana.

Sinto, logo existo!

Estou atento ao que sinto, e esta atenção é dependente da dedicação; do exercício; da disciplina, e que vai ao encontro do propósito de alcançar o grande objetivo da existência, que é a plena evolução.

 

Ellington Colombi Martins

Palestrante a 11 anos, apaixonado pelo desenvolvimento humano através da espiritualidade, coordenador de grupo e estudos holísticos e espiritualistas, Engenheiro Civil, especializado em Gestão Estratégica de Negócios e convicto de que podemos transformar o mundo ao redor através da nossa própria evolução.

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